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Novo serviço revoluciona publicidade com modelos gerados por IA



A partir de agora, agências têm a opção de dispensar fotógrafos e modelos tradicionais ao utilizar figuras criadas por inteligência artificial em suas campanhas. A Deep Agency é um serviço inovador desenvolvido pelo programador dinamarquês Danny Postma, que oferece a geração de humanos digitais para promover produtos e serviços de empresas.

Esse projeto traz uma ferramenta capaz de produzir modelos virtuais com base em descrições fornecidas pelo usuário, inspirado em técnicas como DALL-E e Midjourney. Ao pesquisar algo como "mulher com blusa preta", o algoritmo gera um personagem com a peça de roupa desejada.


Uma das grandes vantagens desse serviço é a possibilidade de especificar características na pesquisa. Se o cliente busca uma campanha com diversidade, é possível descrever as características tanto da roupa quanto do modelo que a utiliza.

O resultado são imagens realistas que podem ser facilmente manipuladas digitalmente para inserir cenários virtuais e outros elementos. É possível até escolher a hora do dia, iluminação, abertura da lente e o tipo de câmera utilizada para capturar a imagem, como a Fujifilm XT3, Canon EOS Mark III ou Sony a7.

Além disso, os usuários também têm a opção de tirar uma selfie própria e utilizar o serviço para experimentar diferentes peças de roupa e acessórios antes de fazer qualquer investimento financeiro.

Esse sistema pode se tornar uma alternativa acessível para pequenas marcas e profissionais autônomos, apesar de não ser perfeito. Os custos envolvidos podem ser significativamente menores do que contratar pessoas reais, fotógrafos e adquirir acessórios. Isso sem mencionar o tempo economizado no processo de criação de uma campanha.

No entanto, é importante destacar que a Deep Agency tem enfrentado críticas nas redes sociais. Muitas pessoas argumentam que essa solução beneficia apenas o desenvolvedor, que utiliza imagens de pessoas sem repassar qualquer compensação a elas. Além disso, há reflexões sobre o impacto dessas IAs na geração de desemprego ao substituir profissionais reais.

O dilema ético é evidente, e também existe a possibilidade de produtos como esse enfrentarem processos judiciais por violação de direitos autorais. Imagine se uma inteligência artificial gera uma fotografia artística semelhante a uma pessoa real? Essa pessoa certamente poderia alegar uso indevido de sua imagem.

Recentemente, o Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos (Usco) decidiu que imagens produzidas por IA não podem ser protegidas por direitos autorais. Não seria surpresa se empresários investissem em ideias similares para outros setores, especialmente no campo da criatividade. A polêmica em torno das IAs está apenas começando em nosso mundo.

Comentários

  1. A Inteligência Artificial dominando irá dominar o mundo!

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  2. Excelente! Em breve iremos ver o mercado dominado pelas IAS

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